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16 de agosto de 2023

El Niño se tornará 'forte' neste verão, segundo a NOAA

As previsões se mostraram, realmente, com um índice de confiabilidade muito grande; conforme uma de suas notas (da NOAA), divulgada em 08 de Junho (a anomalia ainda estava (+0,8 °C) no Niño 3.4, o El Niño seguiria em curso e ganhando força e atingiria a força moderada, "quando a anomalia da temperatura da superfície do mar torna-se igual ou superior a (+1,0 °C)" durante as semanas seguintes, era o que previa a nota, o que se concretizou.

TSM em 16/08/2023 | NOAA

Em nova nota divulgada no último dia 10 de agosto, reafirmaram a presença do fenômeno e indica fortalecimento não só durante o verão (do Hemisfério Sul), mas também, ainda após a estação, caminhando para um El Ninõ "forte". Segundo a NOAA, a chance é de '2 em 3' de que o fenômeno iguale ou exceda a anomalia de (+1.5 °C) neste verão, o que caracterizaria tal. A instituição também frisa que, o índice de confiança da previsão subiu em relação ao mês anterior, devido aos últimos acertos, anomalias já em (+1,0°C) e o período de pico de temperaturas acima da média estarem cada vez mais próximas.

Ninõ 3.4 seguirá aquecendo | NOAA

Ainda de acordo com a nota, a NOAA afirma que, os efeitos globais do El Niño são sempre perceptíveis durante os meses de novembro a janeiro, é ciclo sazonal do ENOS. Com isso, a maioria dos eventos relacionada ao fenômeno ocorrem entre final da primavera, no verão e decaem durante o outono (leve o Hemisfério Sul como referência para as estações citadas). 

Condições da Célula de Walker durante El Niño (entre dez-fev) | NOAA

A nota também trás um dado interessante; se caso, o aquecimento deixar de ocorrer antes do próximo verão, será a primeira vez na história das análises (desde 1950) que um aquecimento chega a tal configuração  (+0.8 °C) sem seguir aquecendo.

11 de junho de 2023

Por que a NOAA já declarou El Niño?

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (National Oceanic and Atmospheric Administration - NOAA, em inglês), declarou El Niño poucos dias após a anomalia de temperatura do (Niño 3.4) atingir os +0,5 em 29 de maio, o que configura o início da configuração do fenômeno de escala global, o 'El Niño', caso perdure por, no mínimo, 3 meses seguidos. Mas por que a NOAA já se adiantou e já declarou o início do fenômeno? Vamos entender o que está acontecendo de 'raramente visto', o que fez a instituição anunciar o fenômeno antes do tempo:

NOAA declara El Niño Advisory | Tropical Tidbits

Após a anomalia atingir os +0,5 em 29/05, a NOAA divulgou uma nota de 'El Niño Advisory' 10 dias depois, no dia 08 de junho, depois que o aquecimento seguiu acentuado mesmo após o (+0,5), chegando a (+0,9) em 09/06.

O que a NOAA justificou para a declaração de El Ninõ antes de fechar os 3 meses de anomalia igual ou acima de +0,5?

Em sua nota, a NOAA frisa as altas anomalias registradas simultaneamente nos trechos mais importantes para a classificação do fenômeno, como no Niño -3 (+1,1), Niño 1+2 (+2,3) e Niño 3.4 (+0.8). Outro fator que foi o mais significativo para adiantar a classificação de El Niño, conforme o boletim, foi a previsão de continuidade do aquecimento, além do grande aquecimento previsto para ocorrer ao longo da primavera, com picos no verão do hemisfério sul. Segundo a própria NOAA, as previsões estão com grandes índices de confiabilidade, o que normalmente não acontece e é necessário a espera dos 3 meses de anomalias iguais ou superiores a (+0,5), ou seja, o El Niño que só seria confirmado daqui a 3 meses, já está entre nós.

Anomalia da TSM entre 15/04 e 31/05 | NOAA

Por fim, a National Oceanic and Atmospheric Administration - NOAA afirma que o fenômeno tem 84% de chances de ultrapassar a força moderada, quando o Niño 3.4 atinge uma anomalia igual ou superior a (+1,0) e de 56% de chance de ser um evento forte, com anomalias iguais ou superiores a (+1,5), entre novembro de 2023 e janeiro de 2024.

Vale ressaltar que, a NOAA já prevê a identificação do fenômeno em um cenário como este, de acordo com a própria. Entretanto, é algo raramente visto, se tratando da confiabilidade na previsão de anomalias da temperatura da superfície do mar.

9 de junho de 2023

Poluição dos incêndios florestais do Canadá viaja aos EUA e qualidade do ar fica 'insalubre'

Massivos incêndios florestais estão atingindo a província canadense de Quebec, há cerca de 1 semana, enquanto sua poluição segue migrando para o nordeste dos EUA, causando até cancelamentos de voos.

Baixa visibilidade em Nova York City causa cancelamento de voos | Via Twitter/@isardasorensen

A qualidade do ar ficou entre as piores do mundo com a chegada da fumaça dos incêndios no nordeste dos Estados Unidos; a visibilidade da cidade caiu a níveis alarmantes, tanto que foi preciso cancelar voos do Aeroporto de LaGuardia, em Nova York. A qualidade do ar chegou a ser considerada "insalubre" em pontos dos estados americanos de Nova York e Pensilvânia. 

Nova York City sob o ar 'insalubre' | Ethan Sacoransky

A poluição já ocorre há um bom tempo, a piora veio depois que, nas últimas semanas, o ar prejudicial começou a viajar muito próximo a superfície, devido a influência de uma baixa pressão, situada a sudeste do Canadá e parte do nordeste dos EUA, o que acaba impactando diretamente o percurso da poluição, empurrando a fumaça para o sul, pelo movimento natural da circulação anti-horária provocada pela baixa pressão.

Central Park sob poluição dos incêndios florestais | Max Golembo

Os Jogos Olímpicos de Verão da Pensilvânia foram cancelados após 2 mil atletas terem sido convocados, enquanto escolas da cidade de Nova York seguem com aulas remotas.

Washington (DC) sob grande poluição do ar | National Mal NPS

2 de junho de 2023

Japão já registra +400 mm/24h e chuva ainda segue volumosa

A chegada de uma Frente-Fria no país, combinado com a chegada do Tufão Mawar, atualmente classificado como 'Tempestade Tropical', provoca chuvas excepcionais em diversas áreas do japão.
 
Combinação da frente-fria e tufão causa chuva excepcional no Japão | NOAA

Um grande volume massivo de precipitação, está sendo despejado pela Frente-Fria estacionária com influência da Tempestade Tropical Mawar, centrada ainda ao sul do Japão. Valores entre 200, 300 e até 400 mm, são encontrados em diversos pontos, generalizadamente no sudeste do país, chegando até a Grande Tóquio.

Valores de precipitação em 24h no Japão | JMA

Alguns pontos já estão prestes a superar a marca dos 500 mm nas últimas 24 horas, de acordo com a Agência Meteorológica do Japão. 

Valores de precipitação em 24h no Japão | JMA

A previsão da continuidade das chuvas segue, e giram em torno de 300 - 400 mm nas próximas horas, ameaçando ainda mais a população de áreas de riscos.

Previsão ainda é de chuvas excepcionais no Japão | ECMWF/Meteologix

8 de fevereiro de 2023

Grandes incêndios florestais já duram 1 semana no Chile e satélite capta

Uma onda de calor combinado a fortes ventos e tempo seco, resultou em um grande incêndio florestal, que atinge uma grande área do centro-sul do Chile, desde o dia (02/02) e já duram 1 semana. 

Incêndios florestais no Chile são captados por satélites | Nasa

Centenas de casas já foram destruídas até o momento e as chamas já devastaram mais de 294 mil hectares; regiões de Biobío e Araucanía foram as mais atingidas. Com temperaturas que superam os 40℃ na região com os ventos quentes soprados da Argentina pelas encostas dos Andes, conhecido como 'ventos Puelche', contribuem para o agravamento da situação que segue muito preocupante. A OMM, Organização Mundial da Meteorologia fala em 'mega seca de 13 anos', e já compromete reservatórios preparados para situações similares na região central do país; é a pior estiagem em 1 milênio.

Satélite registra chamas no Chile | Via Zoom Earth

Fontes falam em dezenas de vítimas fatais enquanto o ar poluído toma conta de áreas que vão além dos focos de incêndios; centenas de bombeiras e (brigadas também da Espanha, México e Argentina) trabalham em combate as chamas em pontos onde há a maioria das plantações florestais com a ajuda de aviões e helicópteros, tentando evitar que mais regiões sejam devastadas.

2 de fevereiro de 2023

Tempestade de gelo deixa mortos e meio milhão de pessoas sem eletricidade nos EUA

Entre a última quarta-feira (01/02) e quinta-feira (02/02), uma grande tempestade de gelo varreu áreas de Oklahoma, Tennessee, Arkansas e Texas, estados localizados no meio-oeste dos Estados Unidos; Cerca de meio milhão de pessoas tiveram quedas de energia em consequência da tempestade. 

Nas imagens feitas por internautas, é possível observar árvores que caíram com a força dos ventos; algumas árvores chegaram a se partir e cair mesmo após o fim da tempestade, devido ao acúmulo de gelo entre os galhos. 

Galhos desabam sobre estacionamento em Austin, no Texas | Xaier

Há ao menos 10 mortes relatadas e confirmadas até o momento; afirma o Weather Underground. 7 somente no Texas, 2 em Oklahoma e 1 no Arkansas.

Em Dallas, centenas de voos foram cancelados e escolas foram fechadas; no Texas, os relatos de quedas de energia segue subindo, visto que árvores ainda seguem não suportando o peso do gelo acumulado e acaba atingindo a rede elétrica. Centenas de pessoas estão sendo expostas ao frio congelante do inverno americano. Confira imagens logo abaixo:

10 de novembro de 2022

2022 entra pra história como o ano mais chuvoso em Sydney, na Austrália

É oficial! Sydney tem o ano mais chuvoso desde o início da sua série histórica após registrar 8 meses de chuvas acima da média neste ano; apenas junho e agosto ficaram abaixo da média. Março e julho registraram 554 e 404 mm respectivamente, enquanto suas médias são de (130.1 mm - março) e (96.8 mm - julho), foram os maiores desvios até o momento.

2022 em Sydney já é o ano mais chuvoso desde 1950 | Mark Baker

A Amantes do Tempo apurou e concluiu que há fortes indícios de que a Lã Nina seja o motivo do ocorrido, visto que o 1° ano mais chuvoso da cidade até então, teria sido o ano de 1950 quando uma forte Lã Nina também estava ocorrendo e a cidade registrou (2243.7 mm), enquanto a média da cidade é de pouco mais de 1200 mm. O terceiro ano mais chuvoso da cidade, foi em 1990, ano também sob influência do Lã Nina, Sydney registrou (1984.5 mm) e em 1963 não foi diferente, registrando (1955 mm) durante uma Lã Nina. Concluindo; em seus anos mais chuvosos, havia influência da Lã Nina. 

2022 ainda nem chegou ao fim e já quebrou o recorde ao fechar outubro com 2396 mm, é a primeira vez que a cidade chega ao patamar de 2300 mm e os 2400 mm é iminente. Vale ressaltar também que há 72 anos, Sydney não atingia 2000 mm.

Observação; não citamos o 2° ano mais chuvoso registrado em 1890 com (2167,7 mm) registrados, pois não há dados das condições oceânicas que só começaram a partir de 1950, portanto, não há como afirmar que o ano estava sob Lã Nina. Os Dados são da Agência Meteorológica da Austrália (Boreau Of Meteorology).

Evolução mensal de precipitação mostra destaque de 2022 | Reprodução/Amantes do Tempo

19 de setembro de 2022

Tufão Nanmadol faz cidade japonesa ser o local que mais choveu no mundo em 24 horas

Ultrapassando os valores antes previstos que já impressionavam (600 mm), uma cidade localizada no arquipélago japonês de Kyushu, registrou mais de 700 mm em 24 horas.


Vídeo monstra chuva volumosa sobre o sul do Japão | James Reynolds

Miyzaki, registrou incríveis 725.5 mm entre às 09 horas do dia 18/09 e 09 horas do dia 19/09. Isso corresponde por exemplo, a média mensal de 3 meses somados do período chuvoso da cidade de São Paulo (Jan-fev-mar). Quando consultado os dados horários, os volumes também impressionam, foram sequencias de chuvas pesadas entre 30 e 50 mm por hora. Se somados, a chuva desde as horas iniciais até as últimas horas, o valor pode ultrapassar os 800 mm, veja:

Dados horários da cidade de Miyzaki, no Arquipélago de Kyushu, Japão (durante chuvas causadas pelo Tufão Nanmadol:

(19/09) -------->
18:00 1.0   
17:00 2.5   
16:00 2.5   
15:00 4.0   
14:00 7.0   
13:00 12.5 
12:00 8.5   
11:00 13.5 
09:00 19.5 
08:00 20.0 
07:00 12.0 
06:00 17.5 
05:00 14.5 
04:00 12.0 
03:00 13.5 
02:00 12.0 
01:00 27.0 
(18/09) --------->
23:00 57.5 
22:00 54.0 
21:00 41.0 
20:00 52.5 
19:00 59.5 
18:00 42.0 
17:00 29.0 
16:00 40.5 
15:00 32.0 
14:00 29.0 
13:00 27.5 
12:00 17.5 
11:00 36.5 
10:00 20.5 
09:00 10.0 
08:00 4.0   
07:00 3.5   
06:00 3.0   
05:00 5.0   
04:00 7.5   
03:00 7.0   
02:00 3.0   
Total (02:00 do dia 18/09 a 18:00 do 19/09) - 798.5 mm  
Total (09:00 do dia 18/09 a 09:00 do 19/09) - 725.5 mm  

Fonte: Agência Meteorológica do Japão (hora local do país)

Imagens mostram momentos da chuva sobre Miyazaki, confira:

17 de setembro de 2022

Nanmadol, o Tufão que vai 'engolir' o Japão pelas próximas 90 horas

Um super tufão batizado de Nanmadol, já atingiu seu auge na escala máxima saffir-simpson (categoria 5) com ventos sustentados de 250 km/h e rajadas de 306 km/h na última sexta-feira (16/09). Na sua trajetória, deve atingir em cheio o Japão nas próximas horas, onde o sul do país já passou por 2 tufões desde o início do mês, sendo eles — o Hinnamnor e o Muifa.

Super Tufão Nanmadol segue em direção do Japão | NASA

Perdendo força muito lentamente e ainda na categoria máxima, Nanmadol já causa influência no sul do Japão, área que receberá o tufão antes de seguir pra norte, atingindo todas as demais regiões do país. O sul do Japão já vinha enfrentando problemas com deslizamentos e enchentes com a passagem dos dois últimos tufões no início deste mês, porém, Nanmadol será a mais intensa, causando ventos destrutivos e chuvas ainda mais volumosa mesmo após o landfall, visto que a categoria e desenvoltura do sistema é muito elevada.

Projeção do Nanmadol projeta sistema atingindo todo o Japão com influência também sobre a Coreia do Sul | Join Typhoon Warning Center

Nanmadol já atinge o sul do Japão, mas ainda não ocorreu o landfall, (quando o olho chega em terra), o que quer dizer que a área atingida está sentindo sua fúria máxima (ventos de 232 km/h e rajadas de 278 km/h). Está sendo previsto que apenas quando o sistema passar sobre Hiroshima, ela rebaixará sua classe de Tufão, para Tempestade tropical. 


O lesta da Coreia do Sul também já se prepara pra receber o 2° tufão desde o Hinnamnor no início deste mês. Seul, capital do país, chegou a atingir a média mensal em horas no evento anterior, mas por enquanto não sofre riscos de chuvas parecidas que deverão ser causadas pelo Nanmadol. 

Super Tufão Nanmadol deve varrer todo o Japão com chuvas massivas e ventos destrutivos no sul do país | Tropical Tidbits

Ao menos, 75% do território japonês deve receber chuvas entre 100 e 200 mm em horas, com extremos em alguns pontos que podem ultrapassar os 300 mm. O leste da Coreia do Sul também poderá registrar acumulado superiores aos 100 mm durante sua trajetória sobre o Japão entre os dias 19 e 20/09.

9 de setembro de 2022

Taiwan, China e Coreia do Norte enfrentará segundo sistema tropical em 1 semana

Após 7 dias da passagem do super tufão Hinnamnor sobre o Taiwan, leste da China e partes do Japão, um outro sistema tropical já segue em curso em direção dessas nações com ameaças potenciais.

Tufão Hinnamnor fez Seul bater a média mensal de setembro em horas após chuva de 200 mm | NASA

Muifa, é o nome da nova tempestade ainda classificada como 'tempestade tropical', não apresenta ameaça quando falamos a respeito da velocidade dos ventos. Mas não é o presente que tanto preocupa, acontece que, simulações meteorológicas preveem que o sistema deve seguir uma rota muito semelhante ao do Hinnamnor, super tufão que atingiu a região entre os dias 2 e 6/09. A região ainda nem se recuperou do mau tempo recente, mas já deve passar por algo parecido nos próximos dias.

Muifa deve chegar a provocar ventos sustentados de mais de 200 km/h, antes de atingir Taiwan, o que é equivalente a um furacão de categoria 3 na escala Saffir-Simpson. Atualmente, prevê-se que sua escala será rebaixada após a passagem sobre o Taiwan, visto que, as águas estão com anomalias bem negativas de temperatura, efeito gerado pela passagem do sistema anterior. É o motivo também que justifica algumas poucas mudanças em sua rota; Hinnamnor seguiu sobre o chamado 'Mar da China Oriental e Mar do Japão', enquanto Muifa deve seguir sua rota muito mais próxima do continente chinês e norte coreano, áreas que estão menos gélidas e mais favorável ao desenvolvimento do sistema, mas não deve ser o bastante para a manutenção e potencialização do mesmo.
 
Projeção prever futuro Tufão Muifa com trajetória semelhante ao do Hinnamnor | Joint Thyphonn Warning center

A preocupação dos ventos deixa de continuar, se acontecer como está previsto 'hoje'. Mas as chuvas seguem acontecendo e costumam ser mais preocupantes quando um sistema do tipo está em dissipação, visto que as áreas de instabilidades acabam ficando na região por mais tempo, provocando chuvas volumosas que podem superar os 200 mm em 24 horas, é o que se prever para áreas a leste da China e Coreia do Norte entre os dias 13 e 20/09. 

2 de setembro de 2022

Coreia do Sul e região se prepara para receber Super Tufão Hinnamnor

 Uma combinação de fatores que deverá castigar todo o centro-sul do Japão, leste da China e Taiwan já a partir desta sexta-feira (02/09), deve marcar o ano de 2022 na região.

Tufão Hinnamnor segue em direção da Coreia Do Sul | Tropical Tidbits

Já não bastava um Super Tufão, batizado de Hinnamnor em um ambiente favorável a sua intensificação para levar muita chuva e ventos severos onde passar, uma Frente-Fria que seguia sobre a região, acabou entrando na rota de interação com o Tufão e deverá causar muito mais chuvas que antes previsto, mostram simulações.

Taiwan será a primeira região a sentir os efeitos da passagem do Hinnamnor, que deve registrar volumosas chuvas e ventos intensos. Será a área que presenciará a intensificação da tempestade antes de seguir rumo ao leste da China e em seguida, a Coreia do Sul, causando chuvas prejudiciais também sobre o sul do Japão. 

O leste da China verá o sistema passar mais rapidamente sobre sua região, mas isso não quer dizer que não será prejudicial. As cidades costeiras sentirão o poder máximo de um Furacão de categoria 4, com ventos acima de 200 km/h e rajadas superando os 250 km/h. As chuvas também devem superar os 100 mm em horas.  

Previsões simulam situações delicadas no trajeto do Hinnamnor | Earth Null School

A situação prevista para a Coreia do Sul é a mais preocupante, visto que será onde a Frente-Fria se estacionará de forma intensa, causando tempo severo antes mesmo da chegada do Tufão. O país começará a registrar fortes chuvas já nesta sexta-feira (02/09), com a volta da Frente-Fria que já atingiu a região no início desta semana. Após os dias tempestuosos causados pela Frente-Fria "entre os dias 02 e 06/09", o Tufão chega no dia (05/09), com intensidade de um furacão de categoria 3, com ventos podendo ser superiores aos 200 km/h e precipitações podendo atingir os 200 mm em horas.

Hinnamnor está no momento, na categoria 2, com ventos sustentados de 176 km/h, rajadas acima de 200 m/h e deslocamento de 2 km/h, já causando mau-tempo em Taiwan.

4 de junho de 2020

Cidade mexicana registra mais de 900 milímetros em apenas 6 dias; Chuvas continuam

A cidade de Ocotepec, no estado mexicano de Chiapas, no sul do país, registrou incríveis '934.5 milímetros' em apenas 6 dias, durante a atuação da Tempestade Tropical Cristobal. As informações foram passadas pelo Serviço Nacional de Meteorologia do México, que divulgou o top 3 cidades que registraram volumes significativos no período entre 30/05 e 03/06/2020, são elas: Ocotepec, Chiapas (667.0 mm); Tuxtla Chico, Chiapas (525.5 mm) e Tenosique, Tabasco (520.8 mm). Nesta quinta-feira (04/06), o Serviço já confirmou mais 267.5 mm no município de Ocotepec, elevando o acumulado de 667.0 mm (em 5 dias)  para 934.5 mm (em 6 dias). 

Tempestade Tropical Cristobal atingindo parte da América Central e região sul do México em 02 de junho de 2020 — Foto: Nasa

O mapa de acumulado divulgado pela Serviço também mostra que a chuva foi bem distribuída pelos municípios e concentrada na região sul do país, como o esperado. Valores entre 400 e 500 milímetros são facilmente encontrados, principalmente no estado de Campeche e Yucatán.


Mapa de precipitação acumulada em 5 dias, entre 30 de maio e 03 de junho de 2020 — Foto: Serviço Nacional de Meteorologia do México

A região segue sendo influenciada pelo Cristobal e modelos projetam até 300 mm para as próximas 48 horas na península de Yucatán, deixando a região ainda em alerta máximo para o agravamento das inundações.
O sistema deve continuar atuando na região, pelo menos, até o próximo domingo (07/06), quando a tempestade estará numa distância suficiente para que seus efeitos acabe definitivamente da área. Até lá, as chuvas seguirão torrenciais nas áreas que já estão sofrendo com as inundações. 

3 de junho de 2020

Após sofrer com a Tempestade Tropical Amanda, novo sistema tropical se desenvolve na América Central

Parte da América Central, especificamente El Salvador, Honduras e Guatemala vive um drama após a passagem da Tempestade Tropical Amanda, com grandes inundações e deslizamentos de terra, o sistema deixou muitos desabrigados e fizeram com que milhares de pessoas fossem evacuadas. O sistema já se desestruturou, mas desde então, as chuvas seguem frequentemente fortes na região por conta das áreas de instabilidades ativas, tão ativa que foi o suficiente para que um novo sistema tropical se desenvolvesse na mesma região, estimulando novas áreas de instabilidades.


El Salvador foi o país que mais sofreu com a passagem da Tempestade Tropical Amanda — Fotos: Elena Castillo/El Salvador

A DEPRESSÃO TROPICAL TRÊS (OU THREE,  EM INGLÊS) 
As áreas de instabilidades fortemente ativas, deram origem a um novo sistema tropical com grande potencial de desenvolvimento, isso devido as condições favoráveis disponíveis na região. A Depressão Tropical Three já evoluiu para Tempestade Tropical e foi nomeado como 'Cristobal' nas últimas horas, os ventos não são uma ameaça ainda, mas as chuvas devem se tornar cada vez mais torrenciais, uma vez que o sistema está em processo de evolução, deixando a mesma área já afetada pela Tempestade Tropical Amanda com novos riscos de desastres, e desta vez, o sul do México também será influenciada e há riscos de graves inundações.




A América Central é a ameaça do momento com as previsões de fortalecimento do sistema, mas já há ameaças futuras, caso o sistema continue evoluindo ao longo da semana, com sua trajetória já prevista ao longo do Golfo do México, os EUA já está com toda sua atenção voltada para este sistema, estados como o Texas, Luisiana e Flórida são os estados americanos que seriam afetados diretamente pelo sistema no início da próxima semana, mas em que estágio a tempestade chegará e qual área específica ele atingirá nessas regiões, ainda é cedo para afirmar, isso precisa ser acompanhado e monitorado ao longo da semana.

19 de setembro de 2019

Região de Hamshire no Texas, sul dos EUA, registra mais de 1000 milímetros de chuva em 72 horas

A informação foi divulgada pelo serviço nacional de meteorologia do país, após uma tempestade tropical nomeada como Imelda causar inundações graves em diversas áreas.

A tempestade tropical Imelda vem causando chuva volumosa no sudeste do Texas,  estado localizada na região sul dos estados Unidos. As cidades de Cleveland, Liberty, Beaumont, Stoweel e Port Arthur foram as mais afetadas pelas chuvas.

Sudeste do Texas passar por graves inundações com a atuação da tempestade tropical Imelda. 
(AccuWeather) 

Na região de Hamshire, no Texas, 1084,72 milímetros de precipitação foram contabilizados em apenas 72 horas na atuação da tempestade tropical Imelda. Em Houston, 245 milímetros foram registrados em apenas 3 horas nesta quinta-feira (19/09), a cidade segue registrando fortes chuvas, o serviço meteorológico fala em (101-127 mm/h). 


(Paper Route, Beaumont, Texas, EUA)

Em Beaumont, uma das cidades que mais sofrem com as chuvas, desde a quarta-feira (18/09) vem registrando fortes chuvas, quase 50 milímetros em apenas 1 hora caíram sobre a cidade. No total, já são 457 milímetros desde a quarta-feira (18/09). 

O condado de Harris e Chambers registraram tornados nesta última quarta-feira (18/09), porém, ainda não foi totalmente confirmado pelo serviço meteorológico que Imelda foi responsável.

Espera-se que Imelda dissipe até sexta-feira (20/09), mas as inundações continuam aumentando devido o excesso de chuva que caiu sobre a região, rios e córregos estão e continuarão sobrecarregadas. 

16 de setembro de 2019

Nem El Nino nem La Nina afetam os padrões climáticos do inverno nos Estados Unidos

O clima de inverno de Dakota do Norte nos Estados Unidos não será influenciado pelos efeitos do aquecimento do El Nino ou pelos efeitos de resfriamento normalmente associados ao La Nina. 


Pôr do sol no inverno do hemisfério norte.
(Foto: redes sociais)

Em resumo, será inverno como sempre nas planícies do norte. Essa é a principal retirada do comunicado final do El Nino emitido na semana passada pelo Climate Prediction Cente. 


O comunicado concluiu que há uma chance de 50 a 55% de condições "neutras" , principalmente devido às temperaturas da superfície do mar no Oceano Pacífico, de "continuar durante o inverno do Hemisfério Norte de 2019-2020". Um aquecimento das águas do Oceano Pacífico é um da chave é acionada para o El Nino. Temperaturas mais baixas que a média no Pacífico indicam condições de La Nina, aumentando a possibilidade de uma influência mais fria e úmida nos padrões climáticos de inverno em grande parte dos Estados Unido. 

O último grande El Nino ocorreu no inverno de 2015-2016. O resultado foi o ano mais quente já registrado em Dakota do Norte, com uma média de 47 graus para Minot em 2016. Um leve El Nino foi declarado pelo CPC no inverno passado, mas não teve um efeito particularmente perceptível no clima de inverno de Mino. 

Não ter El Nino para o próximo inverno não significa que o clima nos próximos meses tenha temperaturas abaixo do normal ou aumento da neve. De fato, a perspectiva de três meses emitida pelo CPC em 15 de agosto exige uma chance de quase 50% de temperaturas mais quentes do que o normal até novembro.

15 de setembro de 2019

Espanha sofre as piores chuvas dos últimos 100 anos

Chuvas torrenciais devastam as partes leste e sul da Espanha


Várias casas foram Inundadas pela chuva que atinge o sul da Espanha
Foto: eldiario.es
Pelo menos 6 pessoas morreram das fortes chuvas que assolam o leste e o sul da Espanha por três dias.

Chuvas torrenciais afetam as comunidades de Valência, Murcía e Andaluzia. Deixaram dois mortos em Albacete e Alicante e um morto em Almeria e Granada.

As autoridades anunciaram que mais de 4.000 pessoas que vivem nas partes leste e sul do país foram evacuadas nos últimos 100 anos.

Mais de 70 estradas em Valência e Murcía permanecem fechadas ao tráfego devido às chuvas. 
As equipes de proteção civil tiveram que intervir em 4.053 incidentes relacionados à chuva.

O trabalho de resgate é realizado com a assistência de 1.171 soldados, bem como com o apoio aéreo de helicópteros e drones.

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, o ministro do Interior Fernando Grande-Marlaska Gómez e o ministro do Desenvolvimento, José Luis Ábalos, visitaram as áreas mais afetadas pelas chuvas.

Sanchez disse que iniciou um estudo para que as áreas mais afetadas pelas chuvas sejam declaradas áreas de desastre e prometam ajudar as vítimas.

9 de agosto de 2019

Tufão Lekima chega a China e Krosa ameaça o Japão

Um poderoso Tufão, chamado de Lekima, chega a China. Ainda na categoria 4 da escala Saffir-Simpson (2° categoria mais forte da escala americana de Furacões), os ventos estão superiores aos 200 km/h e rajadas acima de 270 km/h. Além dos ventos prejudiciais, chuvas volumosas também acompanham a tempestade por onde passa. Taiwan já foi e continua sendo afetada pela tormenta, pelo menos até este sábado 10/08. Na China, a tempestade promete passar por todo o centro-leste do país, levando chuvas prejudiciais. Os ventos não serão tanto problema conforme avança no continente, isso devido ao fato da tempestade perder características,  resultando na diminuição na intensidade dos ventos, algo típico de um sistema como esse, mas é aí que a preocupação com as chuvas "mais que dobram", isso porque, com a tempestade perdendo força, o sistema vai perdendo intensidade não só no seu movimento circular, mas como também, no deslocamento, fazendo com que a chuva fique mais concentrada e ainda mais volumosa, causando cheias graves.
(Imagem: Amantes do Tempo / GOES-17, 06/08/2019. Tufão Lekima prestes a atingir Taiwan.)
Enquanto o tempo segue agitado na China, seu país vizinho, o Japão, está monitorando um outro sistema que já é Tufão,  já na categoria 2 e já ameaça pelo menos o sul do país até as últimas simulações. Além da preocupação com a rota do sistema, apesar das previsões mostrarem enfraquecimento, a previsão não é tão confiável por ser estendida. Sendo assim, Krosa é um sistema bastante imprevisível até o momento, isso devido a área ser bastante propícia a mudanças bruscas na tempestade, como por exemplo, o ligeiro fortalecimento. Krosa atualmente é um Tufão de categoria 2 na escala Saffir-Simpson, com ventos superiores aos 160 km/h e rajadas na casa dos 200 km/h. 

Lekima já pode ser acompanhada pelo radar no nosso site!

4 de junho de 2019

Período pré-monçônico da Índia foi o mais seco em 65 anos

Além da falta de chuva provocando escassez de água, uma forte onda de calor fez os termômetros atingirem os incríveis 50,6°C na cidade de Churu, no norte do país no último sábado, de acordo com o Departamento de Meteorologia da Índia (IMD). No fim de semana, várias cidades atingiram os 46°C no estado de Rajastão. E o pior de tudo é que não estão ocorrendo as chuvas da época para amenizar o calor. Essa seca já é a segunda mais forte em 65 anos.

(Imagem: NDTV, lago secando em Rajastão, no norte da Índia.) 

Um alerta vermelho para ondas de calor severas foi lançada pelo IMD para vários estados do norte do país. A categoria é a mais alta dos níveis de alerta. É provável que a onda de calor severa persista por mais de 2 dias, e o número total de dias sob influência da onda de calor severa excederá 6 dias.
Rios e lagos da região já começam a preocupar os habitantes, pois não param de secar devido à ausência das chuvas da época.

Há três anos, em 19 de maio de 2016, Phalodi, no Rajastão registrou incríveis 51°C. O país nunca tinha visto tanto calor, foi um recorde.

(Imagem: Departamento Meteorológico da Índia. Mapa de desvios de precipitação no período pré-monçônico dos distritos indianos.) 

Na imagem acima disponibilizada pelo (IMD), do comportamento do regime da pré-monção (março/abril/maio) em 2019, é possível observar que maior parte dos distritos do país ficou entre "déficit" (representada pela cor vermelha), que indica desvio de -20% a -59% e "grande déficit ", (representada pela cor amarela), que indica desvio de -60% a -99%. Dos 655 distritos, apenas 14 atingiram a média (representada pela cor verde), 3 tiveram um desvio de +20% a +59% (representada pela cor azul clara) classificada como "excesso" e 2 tiveram um desvio de +60%≥ (representada pela cor azul escura) classificada como "grande excesso".

O período que vai de março a maio que normalmente chove em torno de 1.600 milímetros nas cidades que recebem monção, foi considerada a segunda seca pré-monçônica mais forte desde 1954, perdendo apenas para a forte seca de 2012, quando foram registrados apenas 90,6 milímetros de chuva no período pré-monçônico do país (entre março e maio). Este ano, um pouco mais, mas não muito diferente, foram registrados 99,0 milímetros de chuva, valor muito parecido com o da seca de 2009, quando foram registrados 99,6 milímetros. Em 1954, o total registrado no mesmo período chamado de pré-monçônico foi apenas de 93,9 milímetros. Até o momento, são mais de 40% da Índia sofrendo com a seca este ano, alertaram especialistas do Instituto Indiano de Tecnologia de Gandhinagar, no mês passado.

Segundo Pulak Guhathakurta, diretor de Aplicações Climáticas e Interface do Usuário do Escritório de Serviços de Pesquisa Climática do IMD, a agricultura não sofre tanto com a precariedade dessas monções, pois mesmo que fracas, elas contribuem muito para manter a umidade do solo necessária para tal.

Previsão
Segundo o IMD, o calor extremo pode persistir durante grande parte desta semana nos estados de Rajasthan, Maharashtra, Madhya Pradesh, Punjab, Haryana e Uttar Pradesh. Em relação à chuva, estão sendo previstas monções para o próximo dia 06/06, mas só devem atingir o sul do país. E a previdência privada Skymet disse que haverá menos chuvas do que a média neste ano.

1 de junho de 2019

Tornado causa destruição na Região de Bío-Bío no Chile

Um Tornado de grandes proporções atingiu Talcahuano, cidade da província de Concepción, localizada na Região de Bío-Bío no Chile, nesta sexta-feira 31/05. Moradores que presenciaram o fenômeno considerado "raro" na região, registraram o momento, nas imagens é possível observar a destruição causada durante a passagem do tornado pela província:




Em questão de segundos,  o tornado passou destruindo tudo que encontrava, derrubando postes, retorcendo árvores e virando carros.

(Imagem: Gian Franco. Concepción, Bío-Bío - Chile).
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Previsão
Neste fim de semana, a previsão é de chuva forte e até temporais na região, a chuva deve dar uma trégua somente entre a tarde do domingo e manhã de segunda-feira 03/06. Após esse período, a chuva volta a ganhar intensidade, elevando novamente o risco de tempestades na região.

8 de maio de 2019

País africano decreta situação de catástrofe natural devido o agravamento da seca

(Foto: Getty Images)
O país africano Namíbia decretou ontem estado de catástrofe devido agravamento da seca que há semanas afeta o país com consequências na sua agricultura, pecuária e ameaça para a segurança alimentar de uma parte da população.
“Os meios de subsistência da maioria dos namibianos estão ameaçados, especialmente aqueles que dependem da agricultura”, disse a primeira ministra Saara Kuugongelwa.










O ministro da informação do país, anunciou que pediu ajuda internacional “a qualquer instituição ou pessoa que consiga completar os esforços do governo, que já desbloqueou 35 milhões € para ajudar aos agricultores pra enfrentar a seca. Como o resto da África austral, a Namíbia, com 2,4 milhões de habitantes, está em seca prolongada e deverá estar em estado de catástrofe durante pelo menos seis meses.